IPv4 vs IPv6: entenda as diferenças

IPv4 e IPv6 são termos que estão presentes no dia a dia de todos os provedores, mas é extremamente comum existirem dúvidas em relação às suas diferenças. A seguir você verá o artigo que elaboramos para que, a partir de hoje, você tenha as respostas sobre esse assunto na ponta da língua. 

Mas, antes de tudo, afinal, o que é IP? 

IP nada mais é do que uma sigla para Internet Protocol, ou seja, Protocolo de Internet.  

Cada site tem um endereço de rede, que são os dados necessários para que a conexão com a internet seja estabelecida. No início da internet, era necessário saber esse endereço para poder acessar o site. Então, o DNS (domain name service) apareceu, e começou a traduzir esses números em nomes. Ao digitar www.seccon.com.br, por exemplo, o DNS traduz para uma sequência de números. Isso nos permite navegar na internet de forma mais conveniente, pois é muito mais fácil decorar o nome de um site do que um monte de números. 

Por tanto, IPv4 e IPv6 são diferentes versões do sistema IP. 

O que é IPv4? 

Desde a criação da internet, o IPv4 possui endereços no padrão 32 bits e comporta aproximadamente 4 bilhões de combinações de IP’s em todo mundo. No entanto, não possui mais capacidade de expansão para as exigências da demanda global, além de já apresentar falhas em sua segurança. Seu número de combinações, que parecia inesgotável anos atrás, já começa a ficar escasso. Por isso, iniciasse então a migração para uma nova versão: o IPv6.  

IPv6 

IPv6 é a versão de IP com endereços no padrão 128 bits. Atuando assim, ele suporta cerca de 340 undecilhão de endereços, contra pequeninos 4 bilhões suportados pelo IPv4. 

Além do número de combinações, a nova versão simplifica também os recursos de segurança de rede, garantindo autenticidade, integridade e confidencialidade por meio da criptografia. 

Outra vantagem em relação à segurança é que o IPv6 conta com o IPsec (acrônimo de IP Security Protocol ou Protocolo de Segurança IP) de forma nativa. Isso garante, entre outras coisas, que seja possível checar se o usuário é quem diz ser. A integridade dos dados também é passível de checagem, permitindo que se tenha a certeza de que o conteúdo recebido é exatamente idêntico ao enviado. 

Vale destacar que, com as atualizações que o IPv4 foi recebendo ao longo do tempo, também passou a contar com o IPsec, mas isso depende que uma implementação seja feita na rede pelos administradores e, como o IPv6 já está no mercado, muitas empresas acabam não investindo na atualização. 

 Velocidade 

Na teoria, IPv6 seria um pouco mais rápido, já que os ciclos não precisavam ser perdidos em traduções NAT. Mas IPv6 também tem pacotes maiores, que pode o tornar mais lento em alguns casos de uso. O que realmente faz diferença no momento é que as redes IPv4 estão maduras e altamente otimizadas, mais do que as redes IPv6. Então, com tempo e ajuste, as redes IPv6 ficarão mais rápidas. 

O que muda para os provedores? 

Caminhando a passos lentos desde 1998, a migração total entre ambos deve demorar mais algum tempo. Sendo assim, não há muito o que se preocupar por enquanto, mas é importante ficar atento quanto à compra de equipamentos ultrapassados que não suportam o IPv6 

Provedores que atuam com o IPv4 não precisam se preocupar por enquanto, já que a migração para o IPv6 está sendo lenta. Mas é importante se atentar em relação à aquisição de equipamentos antigos. Antes de adquirir, é preciso observar se há suporte ao IPv6. Do contrário, o equipamento pode se tornar obsoleto em pouco tempo. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

oito − seis =